Uma excelente surpresa no meio do mato (Rio Preto – MG)

Quando a minha cunhada nos convidou para um final de semana em uma pousada em MG, confesso que fiquei meio desconfiada, pois não sou tão fã de mato assim. E a desconfiança só aumentou depois que ela comentou que acharam a pousada “por acaso” em uma viagem meio “sem destino” com o namorado.

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Poxa, logo eu, tão programada, procuro N referências antes de fechar alguma viagem, vou aceitar essa aventura com uma criança de 2 anos e 10 meses?! Mas minha cunhada não deixou nem eu ter esse tempo de pesquisa e no mesmo dia, com um simples “sim, podemos” ela já ligou para a dona da pousada e fechou o final de semana para todos nós.

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Então, vaaaamobora né?! Partimos então, no sábado, por volta das 5h, em direção à Serra do Funil, em Rio Preto – MG (esse horário foi ótimo, pois carregamos a Fernanda meio dormindo para o carro e ela foi dormindo uma boa parte do percurso). Só digo uma coisa, é chãããão hein! Foram, aproximadamente 4h de viagem, e se você não conhece o caminho, baixe o mapa antes, pois a conexão em alguns locais fica bem debilitada.

Logo que chegamos na Pousada Mirante Santo Antônio, a minha desconfiança já foi deixada de lado. Lugar muito bem apresentado, chalés bem bonitinhos, funcionários bem atenciosos já vieram nos receber para um café da manhã simples, mas muito gostoso. Aliás, a diária da Pousada incluía café da manhã e um lanche da tarde (tivemos pastéis de lanche), e o preço do almoço era bem em conta (pelo que me recordo, pagamos R$25,00 por adulto e comemos a vontade).

Bom, mas o grande atrativo e a nossa grata surpresa (apesar da cunhada ter avisado) foi a presença de muitos animais soltos pela pousada. Óbvio que Fernanda amooooou, mas também ficou com algum medinho, como no momento em que o Tucando pousou no meu braço e ela estava ao meu colo.

Logo após o café da manhã fomos conhecer algumas cachoeiras da Serra do Funil, e começamos por umas mais simples, que ficam dentro da Pousada Toca do Coelho, aliás, outro local bem agradável, com pessoas atenciosas, inclusive com uma cerveja artesanal própria. Bom, mas voltando as cachoeiras, se você não está hospedado na pousada, tem de pagar uma taxa de R$5,00 para conhecer as cachoeiras. Foi o que fizemos e seguimos em direção a Espinheira Santa, Quatro Quedas, Mundinho e Toca do Coelho. O caminho até elas é bem tranquilo (até minha sogra com mais de 60 anos foi conosco), apesar de sempre termos de ter cuidados ao fazer esse tipo de passeio. Apesar da água gelada, não dá pra você chegar em uma cachoeira e não dar um mergulho para lavar a alma né?! Foi o que fizemos, eu, meu marido, o namorado da minha cunhada e…. Nanda!!! Sim, para ela não tem essa história de água gelada não! Rsrsrsrsrs

Após, aproximadamente 1h entre ida e volta às cachoeiras, retornamos a pousada para um bom banho e curtição das demais áreas, como Sauna, sala de jogos (sinuca, pembolim…) e um parquinho infantil muito legal que a Nanda curtiu demais.

No dia seguinte resolvemos embarcar em uma trilha com os demais hóspedes do Hotel. Nossa dúvida era: levamos ou não a Fernanda?! Poxa, pelo que entendemos, nem o Guia conhecia bem a trilha e não sabíamos o grau de dificuldade dela para tomar esse tipo de decisão, mas quando viajamos assim a gente gosta que ela participe conosco de tudo e então decidimos por leva-la e, se a situação começasse a ficar ruim para ela, voltaríamos.

Preparem-se, aqui começa a nossa saga e é nesse momento que surge a Nanda Aventureira (e os pais irresponsáveis dela… 😊)

Quando decidimos ir o restante do pessoal já estava se organizando para partir e o guia apenas nos explicou “por alto” como chegar ao local. Óbvio que não captamos toda a mensagem e nos perdemos, nos informamos com pessoas do vilarejo no caminho até acharmos aquele que poderia ser o início da trilha: uma porteira fechada. Deixamos o carro “no meio do mato”, pulamos a porteira e partimos em direção ao local que acreditávamos ser o correto. Uma longa subida pela estrada, gritávamos o nome de algumas pessoas do grupo que partiu antes e não obtínhamos resposta alguma. Continuávamos a subir, ainda que em uma trilha tranquila, mas muita subida (bem cansativa mesmo) sem nenhum contato com outro grupo ou certeza de que estávamos no caminho correto. Nanda revezava entre algumas andadas, o colo do pai, no tio Jairo (namorado da minha cunhada) e o meu colo (bem pouco, pois não aguentava nem subir sozinha, que dirá com ela no colo).

Até que a situação foi piorando, chegamos tão alto que uma neblina tomou conta do local e não enxergávamos absolutamente NADA!!!! Mas, neste momento, mais perdidos que não sei o que, ouvimos vozes e ao gritar recebemos resposta que queríamos… Siiiiiim! Era o outro grupo, estávamos na direção certa, inclusive estávamos na frente deles pois haviam desviado para uma cachoeira menor, mais abaixo.

Que sensação de alívio excelente, uma aparente tranquilidade tomou conta da gente, Nanda se divertia horrores, corria para lá e para cá, super animada. Foi quando, junto com outro grupo, entramos na “trilha de verdade”, pois até então, só havíamos subido o morro, sem muitas dificuldades na trilha, apenas o cansaço da subida mesmo. Mas, ao entrarmos nesta parte da trilha, passamos por lugares bem estreitos e até perigosos (principalmente com uma criança no colo) o que nos deixou um pouco apreensivos por termos levado a Nanda. E foi nessa parte que, todos muito impressionados com a filhota e em como ela estava curtindo aquela vibe, surgiu o apelido de Nanda Aventureira.

Após algumas subidas e descidas chegamos na cachoeira da Amorosa e toda aquela apreensão foi recompensada. Que lugar! Que visual maravilhosoooo! Ficamos um bom tempo contemplando aquela belezura e claro, tomando um banho para lavar a alma (dessa vez a Nanda não foi, só recebeu uns pingos).

 

O caminho de volta foi mais tranquilo, pois, além de sabermos por onde tínhamos de ir, uma boa parte do caminho foi descida.

Apesar de ter corrido tudo bem e a Nanda ter curtido, não aconselho que sigam o nosso caminho. Sempre que for fazer alguma trilha, principalmente se houver uma criança junto, não faça sem um Guia, sem alguém que conheça a região.

Espero que tenham curtido e que tomem mais cuidado que nós tomamos, ao fazer trilhas com os pequenos. Porém não deixe de incluí-los nesses passeios e no contato maravilhoso com a natureza que eles proporcionam.

Família Nanda Aventureira!

 

Pousada Mirante Santo Antônio

Estrada Rio Preto, km 16, s/n – Funil, Rio Preto – MG, 36130-000

Site: https://www.mirantesantoantonio.com/

Valor: Pagamos R$250,00 na diária com café da manhã e lanche da tarde. O almoço custa R$25,00 e você come a vontade, com sobremesa.

Dica: para quem tem crianças e pessoas de mais idade, solicitem para ficar nos chalés mais abaixo, pois os chalés lá de cima são bem cansativos para subir.

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